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Quarta-Feira, 23 de Dezembro de 2015, 11h25   (Atualizada 23/12/2015 às 11:25)

Aprosoja pede prorrogação do plantio em MT

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) solicitou formalmente à secretaria estadual Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) que a data limite de plantio da soja seja prorrogada em 30 dias. A entidade explica que o pedido visa dar condições legais para os agricultores que não tiverem conseguido concluir os trabalhos por causa da estiagem. 

A limitação na data do plantio de soja em Mato Grosso é definida por uma instrução normativa que fixa a data de 31 de dezembro como o prazo final para a semeadura. A solicitação da Aprosoja é que o plantio seja extraordinariamente ampliado até 31 de janeiro de 2016.

O presidente da Aprosoja, Endrigo Dalcin, calcula que o índice de replantio das lavouras, por causa da estiagem, está em torno de 8% e “muitos produtores ainda não concluíram a semeadura”. Segundo ele, em alguns municípios produtores de soja não chove a mais de 30 dias, o que compromete o desenvolvimento das lavouras.

Safra menor

Além da preocupação com o plantio, os produtores estão preocupados com a rentabilidade da soja. No balanço de final de ano, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) chama a atenção para a expectativa de queda da produção de soja em 2015/2016.

Após seis safras recordes consecutivas, a produção deve recuar 0,19% para 28,03 milhões de toneladas, volume 1,036 milhão de toneladas abaixo da estimativa anterior.

O aumento de 2,1% na área cultivada, para 9,2 milhões de hectares, foi o menor crescimento em oito anos, “refletindo os altos custos produtivos e a dificuldade de acesso ao crédito rural”.

Na avaliação do Imea, o aumento dos estoques mundiais terá efeito sobre os preços no mercado interno, que deverá ser amortecido pelo dólar elevado. Os técnicos observam que o contraponto negativo é que a alta pesou sobre o custo produtivo da safra 2015/2016 e deve ter efeito ainda maior na safra 2016/2017, com o custo total atingindo valor recorde de R$ 3.347,33 por hectare.

Os técnicos alertam que as incertezas em relação ao crédito, clima, aumento no custo de produção, adversidade econômica e outros fatores tornam 2016 um ano de grandes indefinições à soja e a todo o agronegócio. “Os produtores e todo o setor deverão ter vários desafios e por isso novas estratégias são cada vez mais necessárias”, dizem eles.

Fonte: Revista Globo Rural
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